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No âmbito da proteção institucional do patrimônio edificado, o Sítio Histórico de Olinda acumula importantes títulos honoríficos - municipais, nacionais e internacionais - que atestam e conferem valor excepcional ao seu acervo tombado.

Em 1980, foi registrado o primeiro deles, que foi o título de Monumento Nacional, conferido pelo Governo Federal, para atestar a sua representatividade enquanto bem cultural para o país. O documento que embasa o pedido para essa condição especial a Olinda, de autoria de Luiz Vital Duarte, ressalta os atributos físicos, históricos, artísticos e paisagísticos do sítio histórico, assim como a influência dos artistas na ambiência da cidade:

  “A vetusta Olinda fundada por Duarte Coelho, em 1537, antiga “Capital Eclesiástica pernambucana” e “florão de nossas glórias”, representa, exatamente a melhor e mais preciosa relíquia de nosso passado, de gloriosas tradições nacionais por ser recordista do pioneirismo: da arte barroca do Nordeste; das moendas de açúcar de Pernambuco; dos cursos jurídicos do Mosteiro de São Bento, (...) da Santa Casa de Misericórdia, do Jardim Botânico, do desenho e lirismo brasileiros (...). (...) O burgo duartino (...) é hoje mais do que nunca, uma multissecular cidade de opção artística, onde pintores e escritores plastificam e estilizam sua velha grandeza. Sua paisagem vigorosa e exuberante, a despeito das devastações impostas pelo progresso, surpreende sempre os olhos de todo visitante e continua a ser ambiente propício e acolhedor às novas gerações de artistas.” (Duarte, 1975 in Coelho, 1980)

Em seguida, em 1982, o ecólogo Vasconcelos Sobrinho atestou a importância  dos elementos naturais de Olinda, tendo a municipalidade conferido o título  de Cidade Ecológica. Os principais critérios buscados na cidade para justificar esse pedido foram: (i) o caráter de moradia, não detendo aspirações de cidade industrial, (ii) o comportamento dos seus habitantes, que consideram o sítio como local de repouso e têm respeito às suas áreas verdes e (iii) os seus atributos geográficos e orográficos singulares, que configuram sua fisionomia natural.

Ainda no mesmo período, em 1982, Olinda foi elevado à sua condição mais nobre, quando a Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura – UNESCO lhe conferiu o status de Centro Histórico Patrimônio Cultural da Humanidade.

Desde então, foi registrado na Lista do Patrimônio Mundial como centro histórico, atendendo aos seguintes critérios definidos pela organização internacional:

  ’’(ii) representar uma importante permuta de valores humanos, durante um determinado período de tempo ou dentro de uma área cultural específica, como o desenvolvimento da arquitetura, das artes monumentais, do planejamento urbano ou do desenho de paisagens; (...)
(iv) constituir um exemplo excepcional de um tipo de edificação, ou conjunto arquitetônico, ou uma paisagem que ilustre uma ou várias etapas significativas da história humana;”

Essa titularidade internacional confere o valor universal de destaque e reconhece a diversidade criativa do bem cultural. No dossiê de registro de Olinda encaminhado à UNESCO para a Lista do Patrimônio Mundial, foram encaminhadas doze litogravuras de Aloísio Magalhães que, retratam o olhar do artista diante das qualidades arquitetônicas, urbanísticas e paisagísticas do local. Essas imagens, publicadas nesse site, foram gentilmente cedidas por sua esposa, a artista plástica Solange Magalhães.

     

     

     

Posteriormente, em 2006, Olinda recebeu do governo federal o título de 1ª Capital Brasileira da Cultura. Finalmente em 2008 Olinda foi inserida pela UNESCO no registro de Memória do Mundo. Esse registro foi obtido pelo conjunto documental de Livros Foreiros composto por 54 volumes com mais de 18 mil páginas manuscritas abrangendo o período de 1710 a 1986.