O CECI lançou mais um volume de Textos para Discussão da Série Gestão de Restauro.
Trata-se do volume no 43, que aborda o tema MAPA DE DANOS que apresenta as recomendações básicas para o Gestor de Restauro, com o objetivo de auxiliá-los na elaboração de documentação técnica. O Texto explica como se conhecer o estado de conservação de uma edificação, partindo das conceituações, definições, vocabulário técnico e métodos de investigações específicos para estabelecer as diretrizes, normas, responsabilidades, obrigações e discriminação dos procedimentos técnicos para realização das Fichas de Identificação dos Danos – FIDs.
O tema vem sendo tratado pelo autor, arquiteto e especialista Jorge Eduardo Lucena Tinoco, desde os meados da década de 1970, quando ainda não havia no Brasil um conhecimento sistematizado para a elaboração de levantamentos arquitetônicos. A bibliografia naquela época era muito escassa, restringindo-se aos estudos de Hans Foramitt (UNESCO/ICCROM) sobre o uso da estéreo-fotogrametria na documentação de monumentos históricos e a coleção de plantas dos levantamentos arquitetônicos realizado pelo pintor Manoel Bandeira e o desenhista Gerson para a então Diretoria do IPHAN em Pernambuco.
A primeira incursão do autor na identificação e registro do estado de conservação de edificações antigas deu-se em 1975, quando da elaboração do levantamento arquitetônico do Conjunto Franciscano de Nossa Senhora das Neves em João Pessoa, Paraíba. Nesse trabalho, o autor inseriu, em nível das plantas baixas e em textos, a identificação dos materiais, técnicas e estado de conservação de cada ambiente da edificação. Posteriormente, em 1978, na elaboração do levantamento arquitetônico da Igreja de São Sebastião, no Varadouro, em Olinda, além de incluir a representação gráfica do estado de conservação daquele monumento, sistematizou legendas e procedimentos de identificação.
A metodologia desenvolvida pelo arquiteto tomou corpo definido por ocasião dos levantamentos arquitetônicos da Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios, em Fernando de Noronha (1987) e da Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo, no Recife (1992).
A partir da 1ª edição do Curso de Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural – Gestão de Restauro, aplicado pelo CECI em 2003, o autor teve a oportunidade de sistematizar seu conhecimento, associado a uma bibliografia ainda escassa, mas consistente, trazendo para a comunidade técnica interessada recomendações básicas a identificação e registro do estado de conservação das edificações de valor cultural. TINOCO - Obras, Serviços e Restauração ltda. - Tinoco-OSR
Leiam o Texto para Discussões, volume 43: MAPA de DANOS – Recomendações ao Gestor de Restauro.







