Plano de Conservação da Basílica da Penha

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No momento do encerramento das festividades da padroeira Nossa Senhora da Penha e no dia da benção de São Felix (sexta-feira, 1°/set), o arquiteto Jorge Eduardo Tinoco, Diretor Geral do CECI, passou às mãos do administrador paroquial, Frei João Batista da Paz, o Plano de Conservação da Basílica da Penha com o Dossiê de Tombamento como patrimônio cultural construído, em níveis federal e estadual.

O Plano de Conservação da Basílica da Penha consiste na estruturação das ações de Conservação Integrada, reunindo um conjunto de orientações técnicas direcionadas às intervenções físicas em nível de manutenção, conservação e restauro da edificação. O plano trata da identificação dos atributos tangíveis e intangíveis significativos da edificação a serem preservados, sinalizando as patologias e danos mais evidentes, os principais atores responsáveis pela sua conservação e meios de sustentabilidade atuais. Tem por objetivo oferecer subsídios às práticas protetivas da Basílica, de forma a instruir um pedido de tombamento em níveis estadual e federal, favorecendo a tomada de decisões na busca de parcerias no processo da conservação integrada.

Elaborado sob os auspícios da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, contou com a colaboração dos frades capuchinhos da Província de Nossa Senhora da Penha e da coordenadora local, Sra. Telma Liege. Destaca-se o suporte fornecido por instituições voltadas à preservação do patrimônio como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural – IPHAN/5ª SR, o Arquivo Público Estadual e o Departamento de Preservação do Patrimônio Cultural, da URB/Recife .

O Plano de Conservação Integrada tem como ponto de partida a Declaração de Significância da Basílica de Nossa Senhora da Penha, padroeira da Indústria e do Comércio da cidade do Recife. Essa declaração tem o intuito de evidenciar os valores essenciais imateriais atribuídos à edificação, associados à sua estrutura física e às práticas sociais, merecedores de ações de salvaguarda e proteção, garantindo sua permanência no tempo.

O Plano foi elaborado pela equipe constituída por Juliana Cunha Barreto (arquiteta), Magna Milfont (historiadora), Narrimam Arruda e Silva (engenheira civil), Manoel Jorge Brandão Filho (engenheiro eletricista), Simone Arruda (restauradora de bens móveis) e Larissa Rodrigues de Menezes (concluinte de Arquitetura), sob a coordenação do arquiteto Jorge E. Tinoco. A equipe aplicou a metodologia de trabalho para salvaguarda de edificações submetidas a grandes riscos, levantando a documentação arquitetônica expedida (plantas, cortes e fachadas), realizando as interpretações da autenticidade e integridade dos elementos materiais e imateriais e elaborando a declaração de significância. O levantamento dos custos financeiros para a realização das obras de conservação e restauro tomaram por base o mapeamento dos danos e a identificação das causas das patologias.

Solicite um exemplar do plano à biblioteca do CECI, através e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.