Textos para Discussão V. 37

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Da autenticidade nas cartas patrimoniais ao reconhecimento das suas dimensões na cidade

Sílvio Mendes Zancheti, Catarina Dourado, Fábio Cavalcanti, Flaviana Lira, Rosane Piccolo

Resumo

Na conservação urbana, o entendimento da autenticidade pauta-se no fato dos bens culturais serem produtos da criatividade humana e deles emanar uma verdade, a qual está relacionada ao seu processo de construção e transformação no espaço e tempo. A condição de ser autêntico é requisito fundamental para atribuição de interesse patrimonial ao bem cultural. Nesse sentido, evidenciam-se esforços para entender como a autenticidade se manifesta e como ela é reconhecida e tratada. As “cartas patrimoniais” refletem uma busca pela compreensão teórica e operacional deste conceito, visando à preservação do patrimônio cultural. Mesmo já tratada na Carta de Veneza (1964) e no Guia Operacional da UNESCO (1978), é apenas na Carta de Nara (1994) que foram definidos marcos balizadores para a discussão sobre autenticidade. Todavia, mesmo observando avanços na construção de entendimentos teóricos e metodológicos, é latente a necessidade de aprofundamento conceitual e operacional da noção de autenticidade. No intuito de contribuir para a compreensão e reconhecimento dessa noção no complexo espaço da cidade, este trabalho propõe uma reflexão sobre a autenticidade a partir de duas dimensões reconhecíveis no espaço urbano: a autenticidade objetiva e construtiva. A percepção dessas dimensões da autenticidade, todavia, está inteiramente vinculada à capacidade expressiva da cidade, ou seja, a medida em que seus atributos físicos têm de expressar sua verdade e genuinidade.

Palavras chave: autenticidade, cartas patrimoniais, cidades

Texto discussão 37