Textos para Discussão V. 47

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CONSERVAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO DE GRANDES CONJUNTOS HABITACIONAIS MODERNISTAS: Reflexões sobre a Experiência Escandinava Recente

Fernando Diniz Moreira e Guilah Naslavsky


Resumo

Os grandes conjuntos habitacionais, além de símbolos das utopias modernistas de transformar o mundo, marcaram a paisagem de várias cidades europeias e sul-americanas nas décadas do segundo pós-guerra.  Alguns anos após sua construção, esses conjuntos revelaram dificuldades de adaptação às transformações sociais, como o envelhecimento, o enriquecimento ou o empobrecimento de sua população-alvo. Hoje, em sua maioria, apresentam vários problemas de conservação: intempéries climáticas atacaram revestimentos, espaços comuns degradaram-se, estruturas de concreto ficaram comprometidas pela corrosão das ferragens e pela carbonatação das partes expostas.
Desde os anos 1990, a arquitetura moderna vem sendo introduzida na agenda da preservação, mas esse processo privilegiou edifícios isolados e excepcionais e pouco atentou para a enorme massa de conjuntos habitacionais. Admiradores ou não desse urbanismo, o fato é que a conservação/requalificação desses conjuntos emerge como um tema que desafia não apenas especialistas em conservação mas todos os profissionais que lidam com a cidade.
Por meio do estudo de duas experiências escandinavas recentes de conservação e requalificação de conjuntos construídos nos anos 1960 e início dos anos 1970, visamos discutir os desafios para a conservação de grandes conjuntos. Como em todo o mundo, os conjuntos escandinavos entraram em processo de obsolescência, apresentaram sérios problemas de conservação e passaram por processos de conservação e requalificação, alguns mais cautelosos, outros mais drásticos. Mesmo sendo necessários, esses processos suscitam uma série de questionamentos que podem ser generalizados para outros conjuntos: Como atender às novas demandas sociais, tecnológicas e energéticas sem alterar a integridade e a unidade estética desses conjuntos? Até que ponto são admissíveis mudanças sem alterar sua autenticidade? Como adaptar as disposições espaciais para as novas demandas? Quais os parâmetros mínimos a ser observados para a conservação? A experiência escandinava foi analisada com o intuito de trazer subsídios para a discussão dos casos brasileiros.

Palavras chave: Conjuntos habitacionais, Escandinávia, Conservação

 

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